quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

#CineExpectativas: Filme A Chegada


   Hey pessoal! Tudo bem?
  Mais um post para falarmos de um filme que assisti recentemente, outra ficção científica, também visto como drama, que eu estava super ansiosa para conferir! Prometo não soltar spoilers, se você ainda não assistiu e está por aqui querendo saber se vale a pena perder uma hora e cinquenta e oito minutos com A Chegada. 


Confira a sinopse:

"Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade."

   O filme foi lançado em 24 de novembro de 2016 aqui no Brasil, protagonizado pelos atores Amy Adams (Encantada) e Jeremy Renner (Os Vingadores). Inspirado no conto "História da sua vida", do autor Ted Chiang, um renomado autor de ficção científica que já ganhou inúmeros prêmios. Com o filme, um livro reunindo esse conto e alguns outros de Ted, foi publicado recentemente pela Intrínseca, sendo o primeiro com obras do autor no Brasil. 
   Gosto muito de ficção científica, e admiro o trabalho da atriz Amy Adams, então uma coisa se uniu com a outra para me deixar curiosa para conferir esse filme. Apesar do também ótimo trabalho do ator Jeremy, que eu também já conhecia de outros filmes, a história se molda ao redor da personagem Louise Banks e consegue nos mostrar como a atriz se entregou a esse difícil papel. 


   A Chegada tem aquele típico momento muito descrito nos filmes que envolvem alienígenas: a pergunta do que eles estão querendo ao chegarem na Terra. Oito lugares pelo mundo receberam as chamadas "conchas", as naves, e os cientistas não conseguiam entender o motivo de estarem nessas posições e até então, não fazerem nenhum contato com os humanos. A população começa a ficar preocupada, iniciam confusões temendo guerras e a China pretende atacá-los. Nesse meio tempo a Dra. Louise Banks é convidada a participar da equipe disposta a traduzir possíveis contatos com os alienígenas da concha, já que ela é conhecida pelo seu excelente trabalho como linguista. 
   Louise e Ian, um cientista também convidado para a equipe, vão decifrando os símbolos emitidos pelos chamados heptapods (oito pernas/tentáculos), através de várias tentativas de diálogos, tentando apresentações e demonstrações do nosso vocabulário. Com isso, descobrem a escrita não linear, com a representação de frases através desse símbolos marcados na barreira da concha, que pareciam feitos de tinta de lula (como eles pareciam ser). E assim, conseguem chegar a pergunta tão esperada: "afinal, o que eles estão querendo?". 
   A resposta deles não me surpreendeu muito, mas me deixou intrigada por nesse momento introduzirem o contexto de passagem de tempo que até então não esteve clara para mim no filme. Uma descoberta que envolve a vida de Louise, que a faz querer mais respostas. 
        
  De modo geral, o filme tem partes muito paradas e te deixam algumas dúvidas no ar que precisam de muita atenção ao enredo para serem respondidas, é uma trama inteligente e talvez na primeira vez assistindo você não compreenda. Entretanto, é um ótimo enredo para te fazer pensar na vida, refletir sobre a importância das escolhas e o nosso papel como humanos na sociedade. 
  Quão diferentes os alienígenas podem ser de nós? Está apenas no modo de pensar, como uma arma pode ser realmente uma arma ou apenas uma ferramenta. (Quem assistiu entendeu isso *-*)


   O drama é focado na vida da Louise, com flashes dela com sua filha Hannah, que aparecem durante todo o filme, sustentando algumas partes que ela vivencia. Não assista buscando romance, ela e Ian ficam muito focados no trabalho, mas o final te trás uma informação incrível sobre eles. Apesar de tudo, ele esta sempre preocupado com ela e as vezes é o alívio cômico do filme, um personagem fácil de se gostar. Já a própria Louise, é uma personagem intensa e forte, sempre com expressões de extrema emoção, transbordando a angústia e as dúvidas da tradutora. 

"Olho para cima para olhar as estrelas desde quando posso me lembrar. Mas sabe o que mais me deixou surpreso? Não foi conhecê-las. Foi conhecer você."

   Mesmo com a espera de um enredo um pouco diferente, o filme me surpreendeu. Como estudante de Letras, a experiência da Dra. Louise me envolveu e pude até mesmo recordar de algumas aulas. Por fim, digo que como filme pode ser que você não se prenda muito, mas recomendo a reflexão que ele nos trás.
   E você que já assistiu, o que achou? Comente aí o que mais chamou sua atenção em A Chegada e para quem ainda não viu, o que te fiz pensar com essa resenha. Até mais! :)

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